Responsabilidade e Educação Ambiental

Falando sobre a Amazônia

Alunos dos cursos de Serviço Social, Direito, Jornalismo, Engenharia Ambiental e Ciências Biológicas se reuniram, no dia 6 de outubro, para discutir “Geopolítica dos Recursos Naturais na Amazônia: o paradoxo do desenvolvimento sustentável”. O evento é a segunda edição da ação "Diálogos na Academia", uma proposta do Escritório da Cidadania em parceria com o curso de Serviço Social, que visa debater temas transversais para diferentes cursos.

A professora dos cursos de Direito e Serviço Social, organizadora do evento, Daniele do Val, explicou que a partir da temática desenvolvida, cada aluno se apropria do conteúdo a partir de sua perspectiva de análise. “O tema meio ambiente, além de perpassar toda a formação acadêmica, faz parte, inclusive, da nossa formação enquanto cidadãos. Com os últimos acontecimentos que envolvem a Amazônia, as populações indígenas e ribeirinhas seriam afetadas, o que faz com que a gente precise repensar o tema”, completou a professora.

Tassio Franchi, do Instituto Meira Mattos, foi o palestrante da noite. O professor tem grande experiência teórica e prática no assunto, uma vez que viveu durante anos na Amazônia e ainda trabalha na localidade. “São várias ‘amazônias’, várias perspectivas e várias situações que precisam ser postas à mesa, como os pescadores artesanais, que tiram seu sustento da pesca, por exemplo, que do dia para a noite ‘viraram criminosos’ por conta de um decreto; hoje essas pessoas não sabem mais como conseguir o sustento”, pontuou o professor, que está escrevendo uma tese de doutorado sobre o tema.

Cláudia Gonçalves, do primeiro ano de Serviço Social, comentou que tem se interessado bastante em aprender sobre o tema. “É um assunto que está em alta na mídia e eu preciso me qualificar mais; o assistente social tem uma grande margem de atuação nessa área e é fundamental aproveitar esse período da faculdade para absorver todo o conteúdo possível”, afirmou a aluna.

Segundo a coordenadora do curso de Serviço Social, Mônica Barison, o debate prepara o aluno para ter uma consciência sobre a importância da defesa desses povos.

– Defender as áreas de proteção ambiental é importante para cuidar as populações que lá residem e dependem desses espaços para garantir sua existência e reprodução da sua cultura. É defender diretamente, por exemplo, a população indígena, que historicamente tem seus direitos extremamente violados e precisamos que toda sociedade se mobilize na defesa dessa população, comentou.

A coordenadora do curso de Direito, Úrsula Amorim, presente na palestra, destacou a interdisciplinaridade do evento. “Foram dados vários enfoques ligados à história da Amazônia e à organização sociopolítica desse lugar, que enriquecem o currículo acadêmico dos alunos”, frisou.

Futuros jornalistas em ação

A palestra ainda contou com a cobertura jornalística dos alunos do segundo e terceiro ano do curso de Jornalismo, uma proposta da professora Rebeca Baltazar. “A função deles foi registrar tanto a parte escrita, com a matéria, quanto a cobertura fotográfica. A estrutura do evento em si é muito parecida com a que eles vão encontrar quando se formarem, então é uma ótima oportunidade para que eles coloquem em prática o que estudam”, explicou a professora, que ministra as aulas de Fotografia.

“Foi uma experiência enriquecedora, precisamos muito da prática para sentir na pele como é ser jornalista e saber como é, de fato, o que vemos em sala de aula com a teoria”, concluiu a aluna do segundo ano, Maria Clara Gomes.

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