SAÚDE E SUSTENTABILIDADE

Febre Amarela

O surto de Febre Amarela no Brasil deixou a população e os profissionais da saúde em alerta em 2016, 2017 e aumentou ainda mais em 2018. O número de casos cresceu consideravelmente. A Febre Amarela é uma doença infecciosa grave. O TalkShow ComCiência convidou a liga de Infectologia do Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, representada pelo Médico Luiz Henrique Conde Sangenis e pelas acadêmicas Maria Cecilia Siqueira Ferreira e Buna Vaz Mynssen, para tirar todas as dúvidas sobre essa doença.

O que é?

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril de curta duração (no máximo 10 dias) e gravidade variável, que ocorre na África e na América do Sul. É causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.

Como ocorre a transmissão?

A Febre Amarela é transmitida por mosquitos em áreas silvestres ou urbanas. Sua manifestação clínica é a mesma em ambos os casos de transmissão, pois o vírus é o mesmo, tendo apenas trasmissores diferentes. No ciclo silvestre, em áreas rurais e florestais, os vetores da febre amarela são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, enquanto no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti, que também transmite o vírus da dengue.

A infecção acontece quando um indivíduo circula em áreas florestais e é picado por um mosquito infectado. Com isso, essa pessoa passa a ser uma possível fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano e, para controlar a disseminação desse vírus, a vacinação tem papel fundamental.

A infecção pelo vírus da febre amarela pode acometer não só o homem, mas também outros vertebrados, como os macacos, que podem desenvolver a febre amarela silvestre, possuindo quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. O aparecimento de macacos mortos por febre amarela ajuda a identificar regiões onde anda ocorrendo circulação do vírus. Além disso, é importante ressaltar que o macaco não transmite a doença para os humanos, assim como uma pessoa não transmite a doença para outra. A transmissão ocorre somente através do mosquito.

Por: Camila Boechat Cavalcante de Medeiros
Acadêmica do 9° módulo do curso de Medicina do UniFOA

Na grande maioria dos casos de quem contrai o vírus da Febre Amarela não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. A avaliação dos sinais e sintomas da doença devem ser avaliados por um médico, para que o diagnóstico correto possa ser feito, até mesmo porque é possível que Febre Amarela seja confundida com outras doenças. Inicialmente a pessoa infectada pode apresentar: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

A forma mais grave da doença é muito rara e costuma aparecer após um breve período de melhora (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), apresentar sangramentos e cansaço intenso. A maioria das pessoas que buscam atendimento médico no inicio da doença, se recupera bem e adquire imunidade (não pega mais a doença) pelo resto da vida.

Por: Miguel Guzzo Lima
Acadêmico do 10º módulo do curso de Medicina do UniFOA

Fonte: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao

Com o reaparecimento da Febre Amarela, iniciaram-se as campanhas de vacinação do ministério da saúde em diversas cidades brasileiras. A grande procura pela vacina nas unidades de saúde, traz consigo alguns desafios, uma vez que por ser uma vacina desenvolvida a partir de um vírus atenuado, a cada dia surgem novos casos de reações adversas a vacinação, dentre elas, as reações de hipersensibilidade e até manifestações da própria doença com o desenvolvimento dos sinais e sintomas observados. As reações adversas podem se manifestar até 15 dias após a administração da vacina e devem ser notificadas pelo serviço de saúde.

Atualmente, a vacina se encontra disponível amplamente para toda a população por uma livre demanda, mas existem alguns grupos de risco que necessitam de laudo médico de autorização para tal, como idosos, pessoas em tratamento quimioterápico ou radioterápico, portadores de hepatopatia grave, doentes renais e hematológicos, além de gestantes e pessoas em uso regular de medicações que contenham glicocorticoides. Nestes casos, é preciso que o médico avalie de forma individualizada os riscos e benefícios que essa vacinação pode trazer ao seu paciente, levando em consideração as áreas endêmicas e epidêmicas nas quais o paciente resida ou precise se deslocar.

Além disso, algumas situações especiais, desaconselham o uso da vacina mesmo por pessoas que não se enquadrem nos parâmetros supracitados, pois expõe o paciente a um maior risco de desenvolver reações adversas, dentre as condições preconizadas pelo ministério da saúde de risco para vacinação estão: crianças abaixo de 9 meses de idade, mulheres amamentando crianças abaixo de 9 meses, pessoas alérgicas a ovo, portadores de HIV e contagem de CD4 < 350, pessoas em tratamento para neoplasia, e aqueles que foram submetidos a tratamento com imunossupressores.

É importante para o profissional de saúde estar atento às atualizações de recomendações e contraindicações para administração de vacinas, e não deixar de questionar ao paciente sobre a possibilidade de se enquadrar em algum desses grupos de risco, o que muitas vezes gera uma ansiedade aos profissionais e usuários do sistema de saúde. É preciso agir de maneira estratégica e com cautela, e em casos de dúvidas consultar sempre ao médico, visando assim minimizar a exposição da população aos riscos adversos, nunca deixando de dar plena assistência e orientação aos pacientes em geral.

Por: Camila Boechat Cavalcante de Medeiros
Acadêmica do 9° módulo do curso de Medicina do UniFOA

Vemos com frequência familiares e colegas comentando sobre a dificuldade em se imunizar contra a Febre Amarela, por não poderem ir aos postos de saúde devido o horário de trabalho. E foi justamente para atender essas pessoas que têm rotina corrida, que o Programa Saúde da Família (PSF) de Três Poços, em parceria com o curso de Enfermagem, realizou, no dia 7 de março, um mutirão para atender alunos, professores e funcionários que ainda não tinham tomado a vacina.

Além de ajudar quem precisa, os alunos do curso também têm a oportunidade de colocar em prática o que aprendem em sala de aula e se prepararem ainda mais para o mercado de trabalho.

“Os professores confiam muito na gente, porque confiam no trabalho desenvolvido por eles. Na ação que realizamos, tivemos apoio dos docentes do início ao fim”, contou a aluna do 5º período de Enfermagem, Nívea Seixas.

Com um estoque de 500 vacinas, além de ficarem na tenda montada no campus Olezio Galotti, os alunos percorreram os prédios fazendo promoção à saúde, divulgando e vacinando quem demonstrasse interesse.

“Vivências como essa contribuem muito para a formação completa do aluno. Causa um impacto bastante positivo essa prática de ir às salas, falar sobre a doença, tanto para o futuro enfermeiro, quanto para quem está sendo imunizado”, concluiu Tatiana Aragão, professora responsável pela ação.

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