SAÚDE E SUSTENTABILIDADE

Influenza

O que é?

A influenza, mais conhecida como gripe, é uma infecção viral que acomete o sistema respiratório e pode provocar complicações graves principalmente em crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis. A disseminação do vírus influenza é global e passível de controle através de vacinação.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão do vírus influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

O influenza possui 3 subtipos: A, B e C. O subtipo C causa apenas infecções respiratórias brandas, acaba sendo confundida com um simples “resfriado” e não esta relacionado com epidemias. Os subtipos A e B são altamente mutáveis, mudam seu DNA e assim geram epidemias no outono/inverno, e o influenza A responsável pelas pandemias, como a de 2009 pelo H1N1. Devido a essa grande mutação os indivíduos mesmo já infectados podem contrair a doença novamente, sendo necessário a vacinação anual contra o influenza.

A síndrome grupal cursa com um quadro febril* (temperatura ≥ 37,8°C), com a curva térmica usualmente declinando após dois ou três dias e normalizando em torno do sexto dia de evolução. A febre geralmente é mais acentuada em crianças, e em alguns casos pode não ser observada. Os demais sinais e sintomas são habitualmente de aparecimento súbito, como:

• Calafrios
• Mal-estar
• Cefaleia
• Mialgia
• Dor de garganta
• Artralgia
• Prostração
• Rinorreia
• Tosse seca

Podem ainda estar presentes:

• Diarreia
• Vômito
• Fadiga
• Rouquidão
• Hiperemia conjuntival

Devido a alta transmissibilidade do vírus influenza, e a morbi-mortalidade relacionada a doença há um planejamento do ministério da saúde para se reduzir o contágio e promover imunidade nos pacientes do grupo de risco.

Para toda a população em geral deve- se orientar e estimular:

• Lavagem das mãos.
• Evitar locais fechados e aglomerados.
• Abandonar o tabagismo e evitar o tabagismo passivo.
• Orientar a evitar o contato com pessoas possivelmente contaminadas.
• Evitar o compartilhamento de fômites.
• Utilização de máscaras (N95) em pandemias.

Para os grupos de risco promover a vacinação, sendo eles:

• Pessoas com mais de 60 anos.
• Pessoas em contato com doentes ou trabalhadores de unidades de saúde.
• Pessoas que sofrem de doenças crônicas e em particular de doenças cardiovasculares e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.
• Gestantes e puérperas.
• Crianças de 6 meses a 2 anos.
• População indígena.
• População carcerária.

A vacinação deve ser realizada no outono, entre os meses de abril e maio para estar conferindo imunidade no inverno, que é o período de maior transmissão. É realizada uma dose única anual da vacina, sendo que a disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde é a tríplice viral, que é composta por 3 subtipos de vírus inativos e altamente purificados: 2 subtipos A com H1N1 e H3N2 e 1 subtipo B.

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